13 outubro 2010

Seguramente que não é apenas por passar frequentemente perto do registo civil (praticamente do outro lado da rua relativamente ao local de trabalho) que assisto à passagem de muitos casamentos: é porque se celebram mesmo muitos, seja dia de semana ou fim de semana.
Embora tenha sido já convidado para um, ao qual não vou poder comparecer, nunca tive a oportunidade de poder apreciar por dentro aquilo que o cenário fantástico que todos podemos ver na rua promete poder vir a ser a boda.
O cortejo inicia-se com uma carrinha (é uma pick-up, e diz-se carinha, com um "r" apenas) que transporta a equipa de exteriores - o job deles é ir no exterior da carinha a filmar o resto do cortejo. As damas de honor vão noutra carinha, geralmente vestidas de igual e geralmente a ostentar a forma das generosas partes posteriores da anatomia. Visto a carinha ser o meio de transporte mais comum, o cortejo acaba por ser curto em viaturas, mas está sempre composto, dada a presença de alguns caros (com um "r") bem tchunados e que foram demoradamente lavados antes da festividade - mesmo que o dono do caro esteja todo tchonado.
A praia - ou os pontões da zona do Triunfo - são o destino de eleição dos noivos, quando se trata da sessão fotográfica.
É aqui que termina o meu conhecimento sobre este hábitos locais. Mas acho que um dia ainda vou infiltrar-me disfarçadamente numa destas celebrações para descobrir como é que terminam.

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