26 abril 2011

Na primeira visita ao Kruger Park não consegui tantos como agora, com os meus outros favourite allies.
Sendo complicado conseguir os "big five" numa visita, desta vez deu para ver as cabeças de uns 3 leões que preguiçavam no capim, pelo que lográmos os quatro maiores.


Alguns deles assustadoramente perto… tal como este simpático paquiderme, integrado numa abundante família que achou por bem atravessar a estrada sem avisar e fora duma passadeira – o que não devíamos ter estranhado, é hábito local.

12 abril 2011

back!

With 2 of my favourites allies.

09 março 2011

inspiração

Nasceu em Angola, cresceu em Portugal e está cá há quase uma década. Fala que nem um Moçambicano puro, tanto no sotaque, como nas expressões e tiques orais (aqui o pessoal dá uns gritos enquanto fala...); assina-se Angolano e eu continuo a achá-lo Português, que foi como o conheci.
É talvez daqueles casos em que Lusíada é a palavra que melhor o define. E não só por expôr no Instituto Camões cá do burgo.

Logo à tarde vou ver o que ele tem para mostrar desta vez.

18 fevereiro 2011

para dentro cá fora

Aqui ao lado existem paisagens inesperadamente parecidas com aquelas a que nos habituámos na nossa Lusa terra. Estas prolongam-se para além do que se vê e vão até ao que se pode saborear.
À distância, a viagem de ontem poderia ser descrita como uma deslocação ao longo de um qualquer IP do interior beirão, com direito a velocidades consideráveis (o Toyota não dava mais, eu bem que tentei...), com uma vista sobre a planície alentejana; para nos sentirmos ainda mais em casa, a era-nos dada oportunidade de reabastecer numa estação de serviço que nos é familiar. Claro que visto mais de perto, embora não muitas, as diferenças surgem, e deixam transparecer que a mão de obra daqui é mais barata (são muitos, lavam gratuitamente o vidro e verificam o óleo) e as pessoas até são sorridentes.
Ao almoço, num restaurante cuja decoração era constituída pela mais pirosa faiança nacional, que fazia publicidade em português a vinho alentejano e onde o prato do dia era chanfana de cabrito, optámos pelo muito bem confeccionado bife de alcátra, acompanhado por uma Sagres bem gelada.
De regresso a casa, a paisagem volta ao habitual. Aqui, as vacas, em vez de deixadas em liberdade no pasto, são obrigadas deitar-se na traseira de uma pick-up para serem transportadas (sim, estava bem viva). Em maior conforto que muitos...

28 janeiro 2011

life's a bitch

Depois da primeira hora e meia quase parados na fila que contemplava as obras que nos impediam de prosseguir, foram mais cinco as horas que precisámos para chegar ao destino, uns vinte minutos para lá de Inhambane.
A estrada estava em muito bom estado, razoavelmente sinalizada e extremamente vigiada, com radares que medem a velocidade e que fotografam as viaturas que excedem os limites. Não faço ideia de qual o valor das multas, uma vez que os simpáticos agentes da autoridade resolveram tudo entre sorrisos e "entre nós", de forma mais célere, cómoda e barata para o automobilista: duzentos paus e seguimos caminho, em novo excesso de velocidade.
À medida que os quilómetros iam passando e avançávamos por Gaza, a paisagem africana que eu sempre imaginei começou a aparecer à nossa frente e a rodear-nos; diferente daquela que se pode ver aqui no sul, a vegetação conta com muito mais palmeiras (ou coqueiros: como diria um entendido, à distância as arecales são todas parecidas), e é bem mais densa.
Também a população aparente uma muito maior densidade que a sul e enquanto que a caminho da fronteira de Komatipoort podemos andar uma meia hora sem ver qualquer peão, este percurso é totalmente diferente: quase que nem sequer conseguimos parar o carro para podermos procurar a privacidade da parte de trás de uma qualquer areca de maior porte.
Acabámos por chegar já depois do Sol se ter escondido do nosso lado esquerdo, apenas a tempo de jantar: a tempo de um excelente jantar. A paisagem ia ficar para a manhã seguinte.


Depois... bem, depois foi uma chatice... A paisagem era isto e não era preciso fazer rigorosamente nada, estava tudo incluído - até mesmo o transporte até ao quarto num carro de golfe, que a gerência não queria que o cliente se cansasse... A sério, foi chato.
Tão chato, que foi preciso variar da paz absoluta, dos peixes que nadavam por debaixo da casa, dos mergulhos quase directos da cama para a água da baía... e tivemos que largar o quarto e ir até à praia. Por mero acaso e com uma grande dose de sorte, havia a praia de Miramar, mesmo ali a menos de um quilómetro. E não, o carro de golfe não ia até lá, tínhamos que ir de carro - mas o carro de golfe levava-nos até ao carro, a tal preocupação com o cansaço, que o cliente já não é jovem e os 42º não ajudam.
A praia... a praia não era má de todo. Estendia-se por uma vintena de quilómetros e, sem que a tivéssemos sequer reservado, estava por nossa conta. O mar, embora um pouco agitado, permitia que se nadasse, o que acabava mesmo por ser necessário se quiséssemos refrescar-nos, já que na zona menos profunda a água insistia em manter-se acima dos 30º.
Final da tarde, maré alta, era tempo de regressar àquele lugar chato dos mergulhos e fazer tempo para ir até onde um verdadeiro chef preparava um excelente jantar à luz da vela e ao som de uma marrabenta tocada ao vivo. E espantosamente livre de insectos, apesar da envolvente pantanosa.
A pior parte estava para vir: o regresso. Não havia vontade para as mais de seis horas necessárias para percorrer os quinhentos quilómetros de regresso à realidade, e ainda menos vontade para encarar uma nova segunda-feira, depois daquele fantástico sábado.
É um daqueles lugares onde poderia viver.

18 janeiro 2011

Inhambane

É a cidade capital da província a que dá o nome, cerca de 500 km a norte da capital Maputo.
Conta com cerca de 77 mil habitantes e está localizada no extremo noroeste de uma península, que representa o limite nascente a baía sua homónima, na margem ocidental da qual se encontra a cidade da Maxixe. A margem oriental da península é uma extensa costa de praias no Oceano Índico, que são destino turístico preferencial de muitos moçambicanos e estrangeiros.

Para a semana mostro as fotos.



from Wikipedia

11 janeiro 2011

07 janeiro 2011

cidade fantasma

Acredito que, dada a indumentária desadequada ao clima que o Pai Natal usa e a distância a que nos encontramos do Pólo Norte, o personagem da Coca-Cola opte por deixar a visita a estas paragens para o fim; mas é absolutamente ridículo e um total exagero que a dia 7 de Janeiro os meus restaurantes habituais se encontrem ainda todos encerrados, limitando a minha escolha a uns 2 locais que não seriam a minha primeira escolha. Tal como é o facto de eu estar quase sozinho no escritório...

05 janeiro 2011

cores de inverno

Dizem-me que se confirma.

06 dezembro 2010